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E por fim, o amor se esfriou



Ontem foi com uma menina de 16, mas já aconteceu com menina de 6, de 12, mulher de 34, de 46 e 58, com muitas Anas e Carlas, Victórias e Elizabetes, Julianas e Marias, infelizmente já aconteceu com mais gente do que nossa mente consegue imaginar, e infelizmente ainda haverá vítimas, vítimas essas que não serão estupradas por usar roupas curtas demais, ou compridas demais, nem por sair tarde demais de casa ou ficar trancada dentro dela, nem ao menos  por serem sensuais demais ou não, por andarem sozinhas por aí ou acompanhadas por um grupo enorme de pessoas, vítimas que serão violentadas pela falta de amor das pessoas, pela falta de caráter e de domínio próprio de muitos, vítimas que depois terão que ouvir de diversas pessoas que foram culpadas pela violência que sofreram, vítimas que terão que ouvir que pediram para que isso acontecesse " afinal, quem sai desse jeito de casa? Não se dá ao respeito e depois quer ser respeitada?", vítimas que ouvirão ressoar inúmeras vezes o quão culpadas elas foram por uma violência que além de física é psicológica e as vai afetar para sempre.

Outras meninas e mulheres já foram vitimadas, muitas delas não foram estupradas de fato, mas já foram violentadas sexualmente de alguma maneira, algumas nunca nem comentaram sobre isso, guardaram pra si por ser doloroso demais lembrar, ou até mesmo acham que será vergonhoso demais admitir que isso ocorreu a elas, por que no fundo ainda acham que tiveram uma parcela de culpa pelo ocorrido, muitas delas são suas amigas, primas, irmãs, colegas de trabalho, da universidade ou da escola, mães, namoradas, esposas ou quem sabe até você mesmo que está lendo esse texto. A verdade é que isso acontece muito mais do que é divulgado e muito mais do que é denunciado, acontece diariamente quando passamos na rua e recebemos olhares indelicados e palavras horríveis de desconhecidos na rua, ou quando estamos em um ônibus e um desconhecido se esfrega na gente, quando não podemos reclamar por não gostar de ouvir certas gracinhas na rua, já que "era só um elogio, parece que não gosta de ser elogiada."

Essa é a cultura do estupro em que temos vivido em que uma atrocidade como esta é vista e acobertada, onde amanhã essa menina de 16 anos se tornará só mais um número nas estatísticas, assim como muitas outras se tornaram. A verdade é que como Jesus já havia dito em Mateus 24,  nos últimos dias o amor de muitos se esfriaria, e infelizmente é isso que temos assistido, um mundo de coração gelado, com pessoas sem um pingo de amor ou ao menos respeito pelo próximo, onde ninguém vê problema em nada até que de fato ocorra com a própria pessoa ou com alguém próxima a ela, onde a vítima é pintada como culpada e o monstro responsável por tamanha atrocidade na verdade estava apenas seguindo seus instintos. Onde será que vamos parar com tudo isso? Volta logo Jesus, pois do jeito que o mundo está eu não quero saber o que um futuro aqui nos reservaria.

Ano novo, e você igual?




Hoje é o último dia do ano e no último dia do ano somos tomados de várias reflexões, "o que fizemos durante esse ano?", "Será que não podíamos ter sido melhores?", "Será que não devíamos ter feito mais?", ou então muitos se lembram das metas mirabolantes que já vêm estabelecendo desde 2010 e ainda não conseguiram cumprir, ou das metas mais simples que estabeleceram no ano passado para esse ano e mesmo assim, não conseguiram alcançá-las, mas como todo ano, como em todo dia 31 de dezembro, têm-se o mesmo pensamento, "Mas ano que vem tudo vai ser diferente, afinal, ano novo, vida nova!", ok, que discurso lindo e motivador, mas voltemos a realidade por favor, tornemos a pôr os pés no chão, e vamos pensar um pouquinho, o que mudará no ano que vem mesmo se você continuar exatamente igual a esse ano e a todos os anos que se passaram? o que mudará em sua vida se no próximo ano o seu relacionamento com Deus continuar estacionado onde está? o que mudará as coisas ao seu redor no ano que vem se você continuar com uma cara fechada ao encará-las? o que mudará na sua empresa, escola ou faculdade se você continuar sendo o mesmo profissional ou o mesmo estudante todos os anos? A resposta para todas essas perguntas é a mesma, nada, isso mesmo, nada mudará se você repetir sua versão desses últimos anos no ano que está chegando, afinal, um dia do dia 31 de dezembro para o dia 1 de Janeiro é somente um dia, um número, 24 horas, e eu não vejo como um número qualquer estabelecido por homens pode mudar sua vida, mas aqui vai o que pode fazer do próximo ano um ano melhor, uma nova e melhorada versão de você mesmo, isso aí, usar roupa branca não vai trazer paz nenhuma, se você nesse ano não aprender a controlar um pouco o seu gênio e sorrir mais para as pessoas ao seu redor. usar roupa vermelha não traz amor nenhum, o que traz amor é você demonstrar amor por aqueles que te cercam, usar dourado, ou amarelo não trará dinheiro, o que poderá fazer isso por você será um pouco mais de esforço. Então por favor jogue todas as superstições no lixo, todas aquelas metas mirabolantes pelo ralo e tente estabelecer metas mais simples, e mais necessárias, como um relacionamento mais profundo e mais real com Deus, ajudar mais pessoas, sorrir mais, ser mais simpático com os outros ser mais humano, e dessa vez se esforce mais do que as outras vezes e tente cumprir essas metas, e que a sua principal vontade desse ano que vem seja ser mais parecido com Cristo, pois assim, e só assim, vivendo como o nosso Mestre viveu podemos além de ter um ano melhor para nós mesmos proporcionaremos um ano melhor para aqueles que nos cercam.

#EspecialDiaDasMães: Ana - O sacrifício de ser mãe

Oi, oi, gente bonita! Tô ligada que hoje é sábado e que sábado é dia de Resenhando a Bíblia, mas, como amanhã é dia das mães, resolvemos mudar um pouquinho a programação pra te colocar no clima de homenagem desde já, relembrando uma das mães mais famosas da Bíblia. Ana, mãe do profeta Samuel. 
Claro que não estamos desmerecendo as outras mães citadas na Bíblia, todas elas arrasam e nos ensinam muita coisa, porém, escolhemos Ana por um motivo especial. Ana era estéril e durante muito tempo sofreu muito com isso, mas confiava tanto em Deus que estava disposta a devolver a Ele o filho que sempre desejou.
Ana era casada com Elcana, um homem que a amava muito, mas ainda assim não era feliz. Ela sentia que só seria feliz de verdade quando fosse mãe, como Penina, a outra esposa de Elcana. E Penina não era solidária a dor de Ana. Muito pelo contrário. Gostava de fazer com que ela sofresse e se sentisse ainda pior por ser estéril. E foi durante uma festa, enquanto sofria grande zombaria que Ana ajoelhou-se e colocou seu problema nas mãos de Deus com uma promessa: se o Senhor lhe desse um filho, a criança seria dedicada a Ele. 
Isso significava que o menino seria levado ao templo do Senhor, onde passaria a viver e a ajudar na obra de Deus. Pode parecer estranho à princípio que Ana quisesse tanto algo que, no fim das contas, mal poderia aproveitar. Quer dizer, qual é o sentido de pedir algo pra devolver um pouco depois? Dá até pra pensar que ela queria apenas se livrar das zombarias e nem tinha lá tanta vontade assim de ter filhos. Mas, prestando mais atenção na atitude de Ana, em todo o cuidado que ela teve com Samuel, mesmo depois de tê-lo devolvido a Deus, percebemos que o que ela fez foi um grande sacrifício de amor e fé.



Ana  entendia que era melhor sentir o amor de mãe, ter uma criança em seus braços pra cuidar, mesmo que por pouco tempo, do que nunca passar por nada disso. Mais do que isso, Ana também sabia que ali, na casa de Deus, Samuel receberia uma boa educação, aprenderia a palavra, aprenderia a viver de forma agradável a Deus e ainda seria útil ao Senhor. Ela teve a coragem de levar o seu filho a um lugar onde ele estaria mais distante dela e mais perto do Pai. Ela sabia que valia a pena todo o sofrimento e toda a saudade que ela sentiu.
E é por isso que Ana é um exemplo tão forte de mãe, pois ela não teve medo de sacrificar suas vontades e até mesmo um relacionamento próximo com seu filho para o melhor. Pelo grande futuro de Samuel e por toda a contribuição vinda dele. Por todo o aprendizado que ele teria. Ana confiava que Deus cuidaria de seu filho, do futuro dele. Ana entendeu que não estava perdendo um filho, mas sim dando a ele a oportunidade de conhecer um Pai grandioso, todo feito de amor.
E Deus não se esqueceu de Ana. Além de Samuel, o Senhor concedeu a ela outros filhos. Não que Samuel não contasse mais. Ana ainda cuidava do filho, visitava, levava roupa e comida, dava carinho. Mas Deus sabia do sofrimento que era pra Ana não poder levar seu filho com ela, por isso a consolou.
Ana era mulher temente a Deus, uma boa esposa, era cheia de fé, uma mulher perseverante e tudo isso fez dela um grande exemplo de mãe.
E a gente vê nas mães de hoje um pouco de Ana. Na mãe que abre mão de fazer pra si pra fazer pro filho, que suporta a saudade pelo futuro do filho, que se dedica a ensinar a criança a palavra de Deus e que confia ao Senhor o futuro de seu filho, sabendo que os planos dEle são sempre melhores. Na mãe que persevera e ora sempre pela criança, que não deixa de se preocupar, longe ou perto.
Essas são as mães verdadeiras, as mães que amamos de todo o coração e que sempre merecem a nossa homenagem.
Um feliz dia das mães a todas as nossas leitoras que vivem a experiência de educar uma criança e que possamos aprender com Ana a ser uma grande mãe para os nossos, nascidos ou futuros, filhos.